[ intro ]
Gosto desse pedaço introdutório. É bom tanto para me situar como para qualquer um que acabe se aventurando aqui. A última publicação foi a 15 dias e continuo sem saber se gostei ou não dela. Vou tentar algo novo aqui hoje.
cinema
Que incrível, não é mesmo? Um filme nacional está entre os badalados do momento. É Tropa de Elite, pirateado até a morte antes da estréia - o que poderia ser visto como positivo, se não fosse o prejuízo. A princípio, não queria vê-lo, mas tá todo mundo falando, levantando inclusive a relevância sociológica para estudante de Ciências Sociais que se preze, que, né, vou ter que ver. Acontece que todo mundo já e, para ser compatível com meu "custo zero lifestyle", talvez aceite a oferta de ver em dvd-r. Depois publico (ou não) uma opinião.
Sinto falta de um filme bom de verdade. Não que eu tenha boa memória para filmes e tal, mas o último muito bom que vi foi Paris, Te Amo, porque, né, não tem como não. Mas um ótimo filme, que vi semana retrasada no Canal Brasil, e brasileiro, foi O Homem do Sputnik. Ô filme bom! É sério. Humor de verdade [nada como essas merdas de Didi de hoje], inteligente e crítico. E a Norma Bengell de francesa é um espetáculo.
Teatro 9 indica. É o 3º filme que indico, eu acho. Mesmo isso representando nada.
literatura/música
Acho que aqui só falei de Chico Buarque uma vez, na época do show no Siará HALLS (entenderam? xD tô horrível para piadas sem graça... u_u), mas gosto de ver a faceta pouco explorada dele: a de escritor. Foram três livros - Estorvo, Benjamim e Budapeste - que realmente são bons. Na música, as letras são boas, mas a voz - convenhamos - é um tanto fraca. Nara Leão era fraquinha, mas é bonito; Chico tem potencial rasgante. Não me agrada tanto escutar com freqüência porque... é tipo o Adoniram Barbosa, o preferido no repetório musical automobilístico de um amigo. São músicas boas, mas é preciso ter a audição destravada (claro que estou exagerando, mas a idéia é essa) para não ser rasgada com:
"Nóis fumos e num econtremo ninguém Nóis vortemo cum uma baita duma reiva"
Ah, e abaixo os seguidores sem noção de música de modinha! Manifesto pessoal. E tenho dito.
música 2
Há algum tempo já que não uso meu mp3 e não me faz falta. Faz-me falta em casa, quando quero ouvir música enquanto estou em movimento, mas sem querer obrigar os outros a ouvirem. Na rua... na rua, não. Os fones fecham qualquer possibilidade de comunicação. Sempre há o potencial do relacionamento pelos cantos, sempre, sempre. As pessoas não necessariamente se falam pelas ruas ou nos ônibus, mas, com os fones, o potencial do imprevisível se acaba. Além disso, o volume ensurdecedor é, como adjetivo diz, de diminuir a capacidade auditiva, além de ser distração capaz de provocar mortes, como foi um caso em Nova York, em junho, quando um cara foi atropelado por atravessar desatento, enquanto ouvia mp3. Houve grande discussão sobre as leis que restringiam o uso do aparelhinho, mas eu por mim mesmo optei pelo adeus ao mp3. E é interessante lembrar que, em viagens, o mp3 é uma forma inocente de distração, mas uma forma de não ter que se relacionar com os outros.
Algumas coisas simplesmente não vêm para facilitar a vida.
Contradições e Conflitos do Hotdocs 2012
3 semanas atrás
3 alô(s):
Eu acho que a gente tem que pegar essas produções nacionais e promover o debate para questões transnacionais, sabe? Não pensar pequeno nas favelas (por mais que sejam muitas) do Brasil (por mais que seja grande). O probelma é maior, e nós sabemos. A polêmica iniciou-se antes mesmo do filme estrear no cinema. A pirataria é válida? Prejuízo - pra quem? Direitos autorais, imposto, manifestação artística, democratização da informação... O que vale mais? Qual a medida do valor?
Eu construo as perguntas e ajudo a construir inícios de respostas, alguém se arrisca?
Vou me atrever a ler os livros dele de uma tacada só. Tem coisa boa aí, sim. Mas tem um mais antigo ainda chamado "Fazenda modelo". Quero começar por este. O próprio já se declarou mais inovador em seus livros do que na música. Enfim, como o Chico produz sem pressa ou pressão, se tiver que parar por aí não reclamo. Que a qualidade permaneça, só isso que peço.
E sobre o mp3, João, tive uma conversa curiosa (pra não desqualificá-la de absurda) com uma pessoa que achava imprescindível o mp3 à sua vida. Inclusive achava um absurso quem desejava abolir o consumismo e a produção de mercadorias porque não seria fornecido o mp3, tão necessário à ele.
Enfim, você imagina o desenrolar da conversa e a minha desistência no final das contas. Ai, ai
xD
O "rei" está nu?
hmmm.... okay, okay. pulemos qualquer comentário sobre isto, é melhor. ;D
Se fosse um tempo atrás, esta parte sobre "Tropa de Elite" teria extensos comentários, mas, sei lá, cansou. ou melhor, saturou!
é inegavelmente curiosa essa capacidade das pessoas conseguirem lembrar dos diálogos do filme e adaptá-los ao dia a dia.
curioso também é pensar na explosão de popularidade do filme, depois de algumas aulas sobre comunicação e pensamentos sobre a tal indústria cultural, a pergunta que vem à cabeça é: para quem (inicialmente) seria direcionado o filme?
para as pessoas que se identificam com o modo de vida levado nos morros?
para os usuários de droga, os financiadores do tráfico, logo, também da violência?
ou para as pessoas que permanecem em cima do muro, esgueirando-se para fugir das balas perdidas, tapando os olhos (e ouvidos) para a realidade que bate a porta?
podem ser tantos os alvos que o melhor é parar por aqui.
é realmente chato isso de pirataria porque furta os créditos de quem trabalhou. se o autor o fez com a intenção de passar a mensagem, muito mais que lucrar, menos mal. pena que até a "mensagem" foi distorcida e o filme acabou (para alguns) soando como apoiador de técnicas de tortura ou fascista (palavrinha doce essa, né?).
Ah "Paris Te Amo"... bom filme mesmo.
bonito, criativo, encantador, tem um misto de simplicidade e magia, que ai ai.
tenho que concordar, é realmente lembrar instantaneamente dos bons filmes que a gente já viu. até porque esse julgamento depende muito (pelo menos pra mim) do estado de espírito, é ele que vai determinar o gênero de um bom filme.
o TEATRO9 deveria indicar mais filmes, isso sim.
Ah, essa viagens de volta pra casa acompanhada me deixaram caidinha pelo Adoniram.
aliás, desde que eu comecei a ouvir o próprio Buarque, eu consegui ampliar um pouco mais a percepção pras coisas interessantes, além do proposto pelo mundo 'pop'. particularmente, passei a gostar (de verdade) da voz dele, assim como de outros. as letras e melodias penetram forte na barreira que o "comercial" propõe, a verdade é esta.
se tivesse de escolher um livro dele pra ler, certamente começaria por 'Budapeste'.
este aí me canta tem uns tempos e
sou um pouco fascinada por histórias de viagem e/ou sobre indivíduos que se limitam a viver nas 'sombras'.
E sobre o mp3, ah, eles são necessários quando não há outra saída senão(?) a solidão, vai.
tem dias que o caminhar pede uma trilha sonora, uma melodia, uma poesia declamada pela voz doce (ou não) de alguém.
mas gostei da idéia de que realmente pode interrmper um relacionamento em potencial.
aliás, o termo "potencial do imprevisível" é o melhor, digno do discurso de alguns sociólogos e antropólogos. =)
e, realmente, nem todo o ''novo'' pode facilitar a vida.
isso tem passado muito na cabeça quando penso nas maneiras de evitar o consumismo desnecessário. ^^
PS: A piadinha do Siará HALLS agradou, mas seria melhor ao vivo.
tenta com a dréba! o/
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