domingo, 5 de abril de 2009

Pessoas no começo de abril

Quinta-feira, uma moça que, apesar de estar aprendendo, como todos nós, tem uma ótima pronúncia sentou-se do meu lado. Abrimos o livro na página indicada por nossa professora e escuto: "Adoro gárgulas.." Não sei se é um comentário comum, mas não lembro de ter escutado. Mas isso também não importa. O que marcou foi a maneira doce e natural com que ela falou. "Elas me fascinam". Vendo meu interesse, ela acrescentou a explicação e confessou, sorrindo, que gostava delas desde o filme O Corcunda de Notre Dame.
Gárgulas... O que são? Temos nossas 'feiúras' que afugentam pessoas. Não necessariamente os maus, como as gárgulas, mas exalamos características que bem ou mal fazem uma triagem: afugentam alguns, aproximam outros. E quando criamos gárgulas?


Na sexta-feira, em aula extra, um rapaz viu minha bolsa do Fórum Social Mundial. Fazia tempo que eu não a utilizava e, ali, ela foi ponto de partida para uma conversa. Ele também tinha ido ao fórum e contou alguns momentos lá, de engajamentos e de diversões. Vi também o livro de francês dele, cheio de adesivos de 'causas' mundiais: Cuba, Palestina etc. Aquilo me marcou.
Causas... O que faz uma pessoa se dedicar a tantas delas? Como se organizar? Como se legitimar? O que isso pede de uma personalidade? Isso me intriga porque me vejo muito inserido nesse mundo de pessoas multiuso, multiengajadas. Vejo-as em mil e uma causas e focos de ação. Até que ponto isso vale? Por outro lado, parecem compensar a maioria que parece dar a mínima.

1 alô(s):

Lara Vasconcelos disse...

Frollo: Dear boy, whomever are you talking to?
Quasimodo: My... friends.
Frollo: I see.
Frollo:[taps the head of one of the gargoyles] And what are your friends made of, Quasimodo?
Quasimodo: Stone.
Frollo:Can stone talk?
Quasimodo: No, it can't.
Frollo: That's right. You're a smart lad.



Frollo idiota. Ele é que não pode ver a luz.