quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Chiquim
Os ingressos de mesa acabaram. Cadeiras à venda no local do espetáculo de cedo da manhã até umas 17 horas - com fila sempre, lembrando.
Ah, e a comunidade orkutiana Chico Buarque em Fortaleza! é palco de discussões desde preço de ingressos a quem daria para o músico/compositor/escritor.
Março de teatro
Dessa forma, faz-se a abertura para um mês todo de teatro!
:: o V Festival de Teatro de Fortaleza ::
9 - 17/3 nos teatros, praças e terminais e mostra itinerante pelos bairros entre 19 e 24/3. Programação ainda não divulgada.
:: o I Festival BNB de Artes Cênicas ::
Apresentações em Fortaleza e em Juazeiro, contando com oficinas e mostra de rua. Programação sai amanhã, dia 1º, em papel e no site.
Assim que as programações saírem, coloco aqui pra você escrever na agenda, fazer os programas, chamar os amigos... Essas coisas. ;)
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
O último dia de Miyazaki
Sobre a madrugada de Oscar
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
Rolling Heads
O filme é uma obra de arte. A 7ª arte encontrou a pintura, tiveram uma paixão arrebatadora nos campos de trigo da China antiga, passearam de gôndola em Veneza, dançaram tango em Buenos Aires e viram o pôr-do-sol em Paris. Lá consumaram seu amor e deixaram o filho para Sofia Coppola criar: seu filme. Kirsten Dunst, que interpreta a rainha enforcada, deve ter passado da idade para filmes adolescentes -acho que ainda bem-, mas já viraram constante suas personagens de vida emocional ora triste, ora efervescente. Diverte-se, mas sempre sofre: assim em Brilho Eterno, Homem-Aranha 1 e 2 e em Virgens Suicidas (1º longa dirigido por Sofia - predileção por Dunst?). E.. É, e neste também.
Esse estilo de personagem, porém, parece parte da narrativa agradável do filme. A babaquice das regras sociais de Versailles, com suas formalidades e seus rituais desconhecedores da praticidade, é satirizada pela direção e pela ótima trilha sonora. Como os entretenimentos e as extravagâncias do palácio não a agradam, Marie cria mais, aumentando as despesas e contribuindo para o levante revolucionário. Muito boas a cena de troca de quadros, a rápida imagem de Kirsten no campo ao sol e uma dela deitada apenas de meias e leque.
* * *
Ao fim, me senti mal. Porque pensei: muito dinheiro foi gasto para esse filme. Tô vendo o Oscar e ganharam um por figurino. Sabe, todos esses filmes que pegamos gratuitamente custam caro. A popularidade do download de filmes só cresce. Já pensou se os estúdios começarem a ter um retorno financeiro cada vez menor? Já pensou se chegar a um ponto em que não seja mais lucrativo fazer filmes bem elaborados?? Pode parecer exagero, mas me assustei com isso. Vejo 3 cenários: Hollywood cai e a produção independente sobe, downloads ficam impossíveis e é cinema mesmo ou o capitalismo cai e o cinema fica dissociado de dinheiro. :D Ou nenhum desses. O que vocês acham?
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Moçambiques
Na 5ª-feira, 22, Moçambique recebeu uma visita indesejada. Dessas que, mesmo colocando a vassoura atrás da porta, vão tarde e ainda deixam um rastro de destruição pela casa. O ciclone Favio surgiu no oceano Índico e dilacerou um pouco do sul do país, e logo para piorar a situação da área, que tentava se recuperar do estrago das enchentes do rio Zambezi. África do Sul disse no sábado que vai ajudar - a potência regional africana em ação..sábado, 24 de fevereiro de 2007
Orquesta ou orquestra?
Anteontem estava no Del Paseo, o shopping que contagia?, o da família?, sei lá, e dei uma olhada na Ilustrada, da Folha. A matéria era sobre a cena da música argentina, falando de bandas de pop, punk rock e indie rock. Uau, meeu! Que iraaado! Pois é, vou pesquisar no site da Folha ao chegar em casa. Mas a vida é mesmo uma caixa sádica de surpresas, pois há 2 tipos de conteúdo: um aberto, de notícias online, e um fechado, para o jornal impresso. Nãão! Não poode! Mas é.Uma noite de Telecine
Hoje, 22.02.07, vi A Vida é Bela, no Telecine Cult. Às 21h - gravei na memória. Ou seja, se estamos no horário de verão, então é às 20h. 20h e eu lá, mas nada! Finalmente, 5 para as 9, tcharam! Lá estava o tão esperado anúncio de La Vita È Bella no “Sanduíches do Oscar”, com Marcelo Janot a dar informações relevantes. Bom saber da grande admiração do ator e diretor Roberto Benigni por Charles Chaplin - lembrando das propagandas do filme, realmente o personagem é muito Charlie. A história acontece durante a 2ª Guerra, na Itália, e, assim como O Grande Ditador, Benigni trabalha o acontecimento num viés cômico, só que mais. Janot destacou as críticas ao filme por isso e a polêmica ao ganhar o Oscar de melhor filme em 1999 - amantes do grande cinema, o Oscar 2007 está logo aí.
Repleto de momentos de puro humor pastelão. Sabem a admiração por Chaplin? Pois é, ele levou isso muito a sério, só que em nível adequado ao humor do fim do século XX. Ou seja, Guido é caricato, mas contagia por inocência. O filme é cheio de cenas bonitas e referências que contribuem para embelezá-lo mais. Isso muito me agrada. Merecedor de prêmios, realmente. Elementos do filme, como as trocas de chapéus e a solicitação à chave da Maria, são usados, por exemplo, pelo personagem Guido no encontro com Dora. O mesmo faz com outros elementos em outras cenas ao longo do filme e é fantástico. Duas relevantes: quando Guido e Ferruccio passam num carro desgovernado e o movimento do braço para pedir que as pessoas se afastem é na verdade a saudação a Hitler e quando Guido vê dois meninos que brincam com aviões começarem a brigar e o pai grita: Benito! Adolfo! Simplesmente muito bom.
Interessante ver a diretora da escola como alguém que acredita na tese nazifascista de diferenças entre raças. Alguém que realmente a tinha como racional. É, é o que um contexto extremo é capaz de proporcionar em termos de pensamento e ação social...
As cenas de Guido com Giosuè, seu filho, são apaixonantes. As melhores são as da fuga do banho em casa e praticamente todas da prisão. Todas. A imagem dos dois juntos é mais uma ligação a Chaplin; lembra O Garoto. A cena final é marcante pela expressão facial do bambino Giosuè, simplesmente impagável.
Partes bonitas/tocantes/legais: 1) A avó na livraria com Giosuè. 2) Dora querer subir no trem para viver o mesmo que o marido e o filho, talvez por saber que sofreria também em casa com a ausência dos dois e sem saber o que deles tinha sido feito. 3) A menina da fazenda ouvindo as ordens do ‘príncipe' Guido (ela é muito boa! ahaha). 4) Tio Eliseo a falar dos objetos da casa.
Ou seja, para mim, tudo muito bonito e muito bom. Simplesmente. ;)
* O olhar da atriz que faz Dora (Nicoletta Braschi) tem um brilho não mais presente no cinema. Algo que se perdeu em clássicos p&b de Hollywood.
* Quando o narrador diz que aquela era a história dele e de seu pai, falou o Benigni ou o personagem Giosuè? Bom para pesquisar.
Uma referência a outro filme
Dora está sob as cobertas nos seus soluços - anteriormente apresentado como sinal de ser forçada a fazer algo -, sendo solicitada pela mãe para sair e fazer o que é melhor para a família - ou seja, um casamento (que surpresa, não?). Mas a surpresa foi ver quem era a mãe! Quem era? Hã? Hã? A atriz que interpretou la gran actriz em Tudo sobre minha mãe. O nome dela é Marisa Paredes.
No fim, mudo por segundos para o Telecine Happy e voilà! Que filme está passando? Tudo sobre minha mãe! Esse cinema! Pura metalinguagem. ;D
Próxima parada: França
Que filme logo depois no Cult? 8 Mulheres, símbolo do que há de mais cult no cinema francês recente após o aparentemente eterno Amélie Poulain, apesar de e/ou talvez exatamente por mostrar uma França que desde a 2ª Guerra não há mais. Catherine Deneuve está nesse filme. Muito pomposa, por sinal, a personagem. Imagens muito coloridas, tudo sempre muito vivo, mesmo que tudo meio morto, até porque é uma morte que atrai as oito mulheres. Trilha sonora boa.
Muito legal quando a avó grita “Um bando de ladras!”.
Tia Augustine merece estudo. Ou não, pois seria fácil, já que, pelo que lembro, todas abrem seus corações e expõem modos de pensar e sentimentos.
Bonito quando estão as 7, lado a lado, a olhar pelo vidro da janela a 8ª mulher (fechando o número do título) andando na neve.
Da França para os Estados Unidos
Mudo para o Telecine Premium e está passando Ray. Caramba... aquela foi uma atuação. Mesmo.