sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Fotografia pinhole

Um dossiê para quem, como eu, quer fazer sua pinhole, uma máquina fotográfica artesanal. Uma boa maneira de aprender na prática o mecanismo do fotográfico. É complicado, para mim, desvencilhar-me da praticidade do digital, do 'controlado previamente', e retornar para o analógico, como propõe um grupo de fotografia o qual tenho frequentado.

Se é para ser analógico, então vou radicalizar. Máquina analógica industrial? Se for a que todo mundo tinha antes das digitais, isso é fácil. Se for uma profissional analógica, tá.. aí é complicado, e não tenho embasamento para utilizá-la. Mas sou primitivo e tenho calma, recorrerei ao naïf, ao artesanal analógico.

http://www.scribd.com/doc/13155024/Guia-Pratico-de-Fotografia-Pinhole
http://www.eba.ufmg.br/cfalieri/pinhole.html
http://inovavox.com/2008/10/31/matchbox-pinhole-camera-aprenda-a-fazer-sua-propria-camera-fotografica/

domingo, 1 de novembro de 2009

Buscando algum sentido

Teatro 9 agora é meu suporte para registro de pontos num percurso. Não são percursos, porque mesmo que eu acredite que possa me levar para várias situações, é um percurso porque tenho meu corpo como referencial, e ele não está em mais de um lugar ao mesmo tempo, materialmente. Ou estará? Estamos em dois pontos diferentes simultaneamente? Mas o nosso corpo? Ou nossa mente?

Sinto que é um percurso, que há um todo maior em mim, apesar da multiplicidade de ser. Não sei aonde vou, mas estou indo.

Estou lendo Bourdieu, sobre museus, Canclini, sobre culturas, e artigos sobre políticas culturais, sobre fotografia, sobre arte contemporânea. Criei uma lista de textos que li e quero ter uma banco de dados de citações para referências, para releituras. Estou atrás da minha pinhole, criei um portfólio virtual, tenho um projeto (o pensar) do visual (pode chamar assim?) que tenho feito. Agora só quero continuar pondo em prática. É uma experiência interessante, porque dá prazer e cria sentidos para mim. Uma teia de sentidos, e tento resolver, quase que simbolicamente, um conflito que é bem maior, mas que sinceramente me parece mais palpável. Depois quero trabalhar melhor isso, tentar por em palavras, mas finquei meu corpo na encruzilhada da arte e da política. Não que seja um trabalho político, missionário, mas é pela política que pulsa, é por minha curiosidade; é mais para resolver isso pessoalmente, que para os outros. Se funcionar para os outros, ótimo, se não, paciência.