sábado, 25 de agosto de 2007

Atos, boicotes, filmes, comida e magia

Engraçado que me cobraram atualização do blog exatamente pessoas que não comentam nele. Apareçam, seus covardes. >) Comentem, ué! O Teatro 9 existe para interagir com as pessoas, com os desejos nossos todos.
Não sei o que dizer, com o que atualizar, então... sei lá.
Saí no O Povo de quarta-feira... o.ò Ahn... Houve manifestações interessantes nesta semana. Uma da frente popular na segunda, estudantis na terça e na quarta e o Ato em defesa do Meio Ambiente, dos Povos Indígenas e pela Liberdade de Expressão, este na Praça do Ferreira, na quinta à tarde. Boicote à Ypióca. Fica difícil para os fãs de cachaça, mas normalmente um boicote é complicado. Temos o exemplo do boicote ao Iguatemi. É complicado, já que há muitos serviços desta sociedade capitalista oferecidos apenas lá, mas um boicote é realizar um sacrifício para uma causa se vê como válida.
Gosto muito de coincidências de filmes. Nos meus primeiros posts acho que falei disso (e teve recentemente o post sobre Ken Park) de como acho muito legal me descobrir vendo filmes de um mesmo diretor, ator ou roteirista em um determinado espaço de tempo. Por exemplo, semana passada, na faculdade, vi O Céu de Lisboa, do Wim Wenders. Ontem vi (pela 4ª vez...) A Janela da Alma, que conta com uma entrevista com o Wim Wenders.
Teatro 9 indica Os Simpsons. MUITO bom, muito muito muito bom. Principalmente a 1ª metade é um maravilhoso casamento entre humor e um certo manifesto ecológico. A 2ª parte é mais dedicada à família Simpson e dilemas internos - também muito engraçada, com apenas 2 momentos sem graça. Vale muito dar aquela conferida.
Hoje é McDia Feliz, né. E vai ter um ato contra a hipocrisia do McDonald's na relação 'venda de Big Macs' - 'ajuda a crianças com câncer', já que esse tipo de alimentação contribui a longo prazo para doenças cardíacas no contexto de vida apressada, poucos exercícios e má alimentação. No entanto, um amigo meu disse que o Instituto Peter Pan realmente recebe o dinheiro e tem melhorado bastante o atendimento. Ora, vamos lá, né, pessoal. Se você quer ajudar, faça uma ajuda diretamente! Não precisa da mediação do McDonald's, até porque você vai se oferecer uma alimentação de má qualidade. Prefira outros alimentos! "Tipo o quê?" "AHN, não sei, tipo... FRUTA!?" É como o questionamento que fizeram no último Criança Esperança: por que tenho que ligar para a Globo e pagar impostos na ligação para ajudar? Por que não divulgam a conta da Unesco para a doação acontecer diretamente?
E a magia da vida? Vamos procurá-la! :D Malinowski e seus Argonautas do Pacífico Ocidental me fizeram pensar nisso novamente.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Vila do Cão | Estereofônicos | Marrom cinco

Uma amiga me mandou essa imagem (que não sabemos de quem é, mas não é nossa - nada de processos por "violação de copyright"; isso só me lembra Fantasma Escritor) dizendo que se lembrou de mim. Não sei o que poderia me lembrar nela, mas fiquei feliz. E gostei da imagem, porque sinto que para muita coisa agora da minha vida eu posso dizer Fuck yeah, i'm ready!

Muitas coisas mudaram em mim desde o "Querido diário". Benza Deus!

Um amigo viu
Dogville recentemente e comentou que o Lars foi um dos fundadores do movimento Dogma 95. Sabia disso quando li sobre o cineasta, mas não fui a fundo para saber o que era, então depois do comentário pesquisei. É realmente interessante, e há uma lista de filmes reconhecidos como "Dogma". A lista não conta com sequer um representante brasileiro - não que isso queira dizer algo, mas quer, seja lá o que for -, mas sorri ao ver 'alguém' na lista. Quem está? Quem está? Nosso "amigo" Harmony Korine [ler comentários do post anterior ao anterior].

Fiz uma longa viagem de ônibus recentemente com estudantes. Num certo momento, uma menina se levantou com seu cd para colocar lá na frente, no aparelho. De que ela gosta? Qual será a banda? A primeira música:
muito boa. A segunda música: muito legal. A terceira: Maybe Tomorrow. Do meu lado, comentaram que a música era do Stereophonics. Sim, o quê? Tudo isso é Stereophonics? Engraçado que o rock deles nas outras músicas é bem diferente do pop/rock de "Maybe Tomorrow" - ainda bem.

Falando em pop/rock,
Maroon 5 voltou aos meus ouvidos como nunca antes. Numa viagem à serra, eu e minha família testamos um cd desconhecido, sem identificação e sem quem se responsabilizasse por ele. Era um cd muito bom! Praticamente metade Manu Chao e metade o antigo cd do M.5. Antigo, sim, pois lançaram recentemente um novo cd chamado It Won't Be Soon Before Over. E gostei muito! Há muito tempo ouço nada de pop (nem rádio), mas taí. Desse eu gostei.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Querido diário

Pois é, pessoal. Estou num momento que acho que nem sei. Estava pensando se haveria algo que eu poderia dizer de mim que seria eterno. Não que eu queira ter coisas eternas ou que as pessoas precisem de algo eterno, até porque é impossível. O natural é que sempre mude, mas realmente sinto como se eu quisesse ser mais fixo. Apesar de que sinto que apesar das mudanças, eu realmente não mudo, sabe? Contraditoriamente - o que não deixa de ser eu. Ah, e pois é isso mesmo. A única coisa que saberia dizer de mim até a eternidade é que sou paradoxal. Digo sim querendo não, faço isso querendo aquilo e aquilo outro, mas são coisas que se chocam.

Engraçado que vejo a minha visão perfeita de ontem como a pior das cegueiras hoje. Pareço um.. um novelo, sei lá. Opa, um pêndulo. Era isso que eu dizia. Tanto por ir de extremo ao outro, passando por todos os pontos, como por sempre ir e voltar, sem jamais sair do lugar.

Talvez eu seja muito exigente comigo e sei que sou. Ou não. Na verdade, nem acho que eu seja, mas que exagero muito nesses assuntos, porque não tenho muito de uma prática pesada, embora a prefira bastante.

E falando em prática... Estou pensando no meu curso, sabe. Para que ele serve mesmo? Para que eu o faço? O que será de mim com ele? Pelo menos uma previsão minha deu certo: quando um tal encontro de estudantes não me empolgou, sabia que depois me marcaria muito. E de fato está acontecendo. Como sempre, consegui essa proeza de ficar desnorteado. Pensando. Pensando. Mas pensando para agir. De verdade. Para que serve meu curso? O que farei do meu curso? O que posso produzir com ele? E com isso tudo: para que eu sirvo?

Pensar, pensar. A Sociologia só complica as coisas. O pensamento social, o pensamento acadêmico todo nessa área de humanas, mas acho que principalmente de ciências sociais só complica. Pensar e pensar a sociedade, numa perspectiva de mudança ou não na verdade não significa poder mudar a sociedade. Ou realmente às vezes o pensamento é tão crítico que é intangível e inatingível. Pensar as coisas de maneira prática é necessário. É a vida, é a dinâmica da vida. É uma luta constante, incessante de forças, de desejos, que pode ou não ser embasada. A teoria é importante para embasar de fato, para proporcionar ações reais de fato! Reais de fato! Sabe? Eu quero viver o mundo, sentir as coisas, ver as mudanças, transformar o real e o abstrato simultaneamente, entende? Para que pensar, gastar meus neurônios com o nada sobre o nada? Estudar é interessante e ler é muito bom, mas um pensamento humano sobre o outro, sobre o outro, sobre o outro, e assim incessantemente é foda. É ridículo. Para mim, está brochante. Era um pouco já, mas agora está muito. Só que mais ainda: como me utilizar dos pensamentos, produzir alguma coisa escrita, nem que seja monografia, e (se a região ainda exigir trabalhos remunerados) conseguir um trabalho interessante? Frustrating.


Estou tentando digerir tudo isso para cagar algo de bom. :) Encontrei apoio em alguns cantos, até mesmo de coisas do encontro de estudantes. Na verdade, mais contribuíram para essa confusão toda, como disse acima, mas está interessante. De um modo sadomasoquista.