sexta-feira, 30 de novembro de 2007

O rei dá um giro e fica tonto

E termina um ciclo de 3 semanas bastante interessantes. Na verdade, nem sei se escrevi o último post antes ou depois de Sobral, mas tenho preguiça de olhar agora. Mas Sobral tem muito a ver com o que sinto de bom agora, pois muitas coisas aconteceram nessa terra não tão distante, mas quente. Não seja quente ou desértica como as pessoas tentam passar, mas lá durante o dia não tem sol, e as "autoridades" e as pessoas de lá são masoquistas o suficiente para não plantarem árvores que sejam frondosas, daí você tem percorre distâncias totalmente sob o sol e sem brisas. Não achei as pessoas de lá bossais, como se vivessem no exterior, como muita gente aqui em Fortaleza gosta de dizer. O sol não ajuda muito, apesar do Arco. É uma cidade bastante agradável, principalmente à noite e no centro. Vivo um novo punhado de sensações, o que acho sempre muito bom. Uma crítica urbana com uma análise do eu? :O~

Aqui vem um parágrafo de variedades: teve o show do Moptop aqui e em Sobral. Fui pro de Sobral :P E foi bem legal. ;) /Pensei em apagar meu last.fm. Tava até parado há quase um mês, ou parcialmente, e ainda não sei se quero ou não apagar a ponto de realmente apagá-lo. Algum pitaco? É porque.. que sentido faz tê-lo? /Tive uma boa semana de etnografia em toda a sua teoria e discussão. Infelizmente, por noites pouco dormidas em Sobral, cochilei algumas vezes nesse processo teórico... Sei que sou uma pessoa má, mas cara.. Exaustão foi mais forte. O principal é que não sei mais que caminho seguir nas Ciências Sociais. Sociologia, Ciência Política, Antropologia..? Não sei. E queria saber, porque embora eu tenha poucos limites entre as coisas (pós-modernidade?), é preciso delimitar minimanete para trabalhar bem. E queria trabalhar, ser útil. Consigo me dedicar bastante a alguma coisa em um ambiente de trabalho. /Hoje saiu que governo e prefeitura querem diminuir passagem de ônibus. O que uma eleição ano que vem não faz... Mas os bolsos agradecem. [E omnibus quer dizer "para todo mundo". Pelo que me consta, descobri ontem.] /Saiu ontem à noite nos "jornais da internet" o jogo War in Rio. Outra polêmica dos dias atuais; uma interessante discussão com certeza.

Arte contemporânea :: Hoje conferi a abertura da nova exposição do MAC (Dragão do Mar - confere o site na coluna ao lado se quiser) e está muito boa. Foi engraçado porque, quando passei, não sabia que era estréia (e alguém sabe quando começam essas coisas?) e vi dois caras "estilosos" na porta, conversando. Um já tinha visto na 1ª Zona Poética Liberada, há um mês [hoje teve a 2ª e tinha quase ninguém..], mas o outro não, e virei e , quando voltei, o cara havia evaporado. Bizarro, não? E esse é um bom objetivo para ele: bizarro - mas lembrando que é o "estilo". Deixo minhas coisas no balcão e pego o papel da exposição. Quem está na capa? Essa vocês sabem, hein? O cara! A exposição era dele e era a estréia. OMG! Oh yeah, baby, podis crer. E é muito boa, principalmente a 1ª sala.. Deixa eu fazer um mapa-tosco pra vocês - caso alguém venha aqui, veja e queira conferir.
As salas 1 e 3 são ótimas e a 5 é engraçada. Como há muito tempo não há, Teatro 9 indica. É o Jonathan Harker, até dia 27/01/07 no MAC. Tem uma foto muito inteligente na sala 1. O cara é fenomenal, porque tem umas sacadas fantásticas que só passar o olho não revela, e isso principalmente na sala 1. A sala 1 é A SALA, com críticas em todas as fotos, mas você tem que
saber pra entender. Se quiser saber, leia sobre o Panamá de ontem e de hoje ou simplesmente pergunte a um dos monitores. É porque tem uma foto em que ele está caído na grama do prédio do antigo controle estadunidense sobre o canal do Panamá, vestido de camponês, comendo uma maçã (que o fez desmaiar/morrer) com o adesivo "Torrijos Carter". Se liga no que é? Foi o acordo entre os presidentes Torrijos (panamenho) e Carter (estadunidense) pelo repasse do canal ao Panamá após uma série de conflitos. Pesadinho, hã?

Uma viagem me faria bem, mas tento aproveitar os momentos da vida. Uma coisa que gosto em mim - e vou permitir uma rara autovalorização - é a aceitação do inesperado
. Permitir-me às surpresas, e assim a vida fica tem menos chances de ser entediante. Fica como dica para quem quiser. - Aceito dicas também, falou?

domingo, 11 de novembro de 2007

O rei olha ao redor

O redor é o externo; autônomo, talvez, mas muito com elementos totalmente relacionados e que dialogam conosco, numa relação desigual, sim, talvez, mas recíproca - lembremos sempre disso. E se um elemento não deseja o seu retorno, force-o. Somos seres de força - e disso também é preciso lembrar às vezes.

3 em 1
A semana pa-a-ssada teve alguns filmes, sim. Mas para falar a verdade não lembro de todos; apenas dos de sexta-feira. Eu sabia da maratona de filmes, mas não sabia quais seriam. Tive que me entregar à surpresa, e foram filmes mágicos, de certa forma, por tratarem de assuntos interessantes ou mesmo de terem elementos fantasiosos na história.
¹ The Sleeping Dictionary, na aula de Antropologia, já me fez começar bem o dia, com uma história de amor. "Oh!, o amor.. que clichê". Só é, mas não pode acontecer de maneira mágica?, naturalmente?, sem forçar barras? Trata da comum 'síndrome de Romeu e
Julieta': o amor proibido de um inglês com uma nativa nos tempos vitorianos. Somente dois finais podem sair disso, claro, mas até lá é bem legal.
² Diários de Motocicleta foi na aula de Ciência Política, com o objetivo de nos introduzirmos à obra de Jean-Jacques Rousseau e vermos vidas que tiveram participação ativa na política. Um sonho e uma idéia provocam desejos, estimulam partipação, revolta, movimentos por transformaçõesodem provocar movimentos. E foi bom porque no dia anterior havia começado um grupo de estudo sobre América Latina com um pessoal da sala.
³ Por último, Morangos Silvestres. Queria ver esse filme, mas que grande decepção. História... sei lá, idioma alemão, personagens (ou atores?) desmedidos, de reações desproporcionais, cansativo. Mas, em compensação, tem ângulos de câmera muito bons e o tema - quando realmente se desenrola - é interessante. E é porque todos falam de Ingmar Bergman... Preciso ver mais de seus filmes para ter opinião mais cortante ou apaziguadora.
O que quero salientar é somente a riqueza de discussões que os filmes proporcionam.


telerama
A banda, que já apresentava visibilidade crescente nos shows para além do estado do Ceará, tocando em cidades como Natal e Jampa, agora deu um pulo altíssimo. Foi selecionada para se apresentar no SXSW 2008, um evento musical texano (isso mesmo. texas, e-u-a) da cidade de Austin. O South by Southwest é um festival realizado há cerca de 20 anos com o que há de melhor da nova música mundial. Telerama de parabéns! Isso sim é visibilidade.
E presentearam a todos com o mais novo single - Sem Ter Amor - no site. Confira.

Sem o Noise, ...
... como está? Desde o fechamento da casa de shows de tudo o que era alternativo ou não, as bandas que se identificavam com o espaço tiveram que procuram outros espaços para suas performances. E também o público se viu nessa busca por um lugar aonde ir aos fins-de-semana, para ouvir o que agrade. Seguem as bandas? Apegam-se a outros espaços? O que houve foi uma grande descentralização, que espalhou o tal do "cenário alternativo" (esta palavra-rótulo parece palavrão) em vários pequenos pontos de Fortaleza. Bom? Ruim?
O bom de um lugar grande ou de uma área que concentre espaços é que todos estão próximos e a efervescência aparente é maior. O lugar é uma referência. Com muitos espaços pela cidade, o público é fragmentado, apesar de então a efervescência tornar-se maior, por haver movimento em mais cantos, mas não tem a mesma visibilidade da única fonte. A rua Norvinda Pires (Aldeota) já recebia boa parte do público antes de este ficar órfão, apesar de dividir território com outros lugares de ritmos diferentes; o Londre's bar (Parquelândia) é outro ponto de destaque; além de casas próximas ao antigo Noise, como o Hey Ho e a Music Box, que recebeu algumas vezes o "Projeto Noise". E há também o próprio anfiteatro do Dragão do Mar, que foi palco ontem do I SOMA, o 1º festival do coletivo alternativo (bandas+lugares), que contou também com Moptop. Ora, onde Moptop se apresentou quando veio à Fortaleza em 2006? Fica aí a composição inicial da nova ordem desse segmento musical.

sábado, 3 de novembro de 2007

Direitos de Resposta - Trailer

Uma jóia que não deve ser rara.