Pois é, pessoal. Estou num momento que acho que nem sei. Estava pensando se haveria algo que eu poderia dizer de mim que seria eterno. Não que eu queira ter coisas eternas ou que as pessoas precisem de algo eterno, até porque é impossível. O natural é que sempre mude, mas realmente sinto como se eu quisesse ser mais fixo. Apesar de que sinto que apesar das mudanças, eu realmente não mudo, sabe? Contraditoriamente - o que não deixa de ser eu. Ah, e pois é isso mesmo. A única coisa que saberia dizer de mim até a eternidade é que sou paradoxal. Digo sim querendo não, faço isso querendo aquilo e aquilo outro, mas são coisas que se chocam.
Engraçado que vejo a minha visão perfeita de ontem como a pior das cegueiras hoje. Pareço um.. um novelo, sei lá. Opa, um pêndulo. Era isso que eu dizia. Tanto por ir de extremo ao outro, passando por todos os pontos, como por sempre ir e voltar, sem jamais sair do lugar.
Talvez eu seja muito exigente comigo e sei que sou. Ou não. Na verdade, nem acho que eu seja, mas que exagero muito nesses assuntos, porque não tenho muito de uma prática pesada, embora a prefira bastante.
E falando em prática... Estou pensando no meu curso, sabe. Para que ele serve mesmo? Para que eu o faço? O que será de mim com ele? Pelo menos uma previsão minha deu certo: quando um tal encontro de estudantes não me empolgou, sabia que depois me marcaria muito. E de fato está acontecendo. Como sempre, consegui essa proeza de ficar desnorteado. Pensando. Pensando. Mas pensando para agir. De verdade. Para que serve meu curso? O que farei do meu curso? O que posso produzir com ele? E com isso tudo: para que eu sirvo?
Pensar, pensar. A Sociologia só complica as coisas. O pensamento social, o pensamento acadêmico todo nessa área de humanas, mas acho que principalmente de ciências sociais só complica. Pensar e pensar a sociedade, numa perspectiva de mudança ou não na verdade não significa poder mudar a sociedade. Ou realmente às vezes o pensamento é tão crítico que é intangível e inatingível. Pensar as coisas de maneira prática é necessário. É a vida, é a dinâmica da vida. É uma luta constante, incessante de forças, de desejos, que pode ou não ser embasada. A teoria é importante para embasar de fato, para proporcionar ações reais de fato! Reais de fato! Sabe? Eu quero viver o mundo, sentir as coisas, ver as mudanças, transformar o real e o abstrato simultaneamente, entende? Para que pensar, gastar meus neurônios com o nada sobre o nada? Estudar é interessante e ler é muito bom, mas um pensamento humano sobre o outro, sobre o outro, sobre o outro, e assim incessantemente é foda. É ridículo. Para mim, está brochante. Era um pouco já, mas agora está muito. Só que mais ainda: como me utilizar dos pensamentos, produzir alguma coisa escrita, nem que seja monografia, e (se a região ainda exigir trabalhos remunerados) conseguir um trabalho interessante? Frustrating.
Estou tentando digerir tudo isso para cagar algo de bom. :) Encontrei apoio em alguns cantos, até mesmo de coisas do encontro de estudantes. Na verdade, mais contribuíram para essa confusão toda, como disse acima, mas está interessante. De um modo sadomasoquista.
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Há 10 anos
Um comentário:
e eu esperando que o terceiro ano passe logo e que eu possa finalmente grudar em você e em tudo que eu pretendo fazer. :]
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