quinta-feira, 31 de maio de 2007

Desglobalizando-me


Sempre quis mudar o mundo. Tudo "tá errado", capitalismo tá em toda a parte. Se o sistema tá no mundo todo, o mundo todo tem que mudar. Só que isso é difícil. Sério? Pois é, é muito difícil. E cansei de sonhos impossíveis. Quero sonhos reais, com a possibilidade de darem certo, de virarem realidade. Se numa coisa mínima como a cidade (que tem nada de mínimo, pelo contrário) não há mudança de hábitos, de mentalidade, como posso querer então que uma instância muito maior, que é o mundo, tenha essa mudança, se somos pessoas isoladas, pouco articuladas e mobilizadas? Ora, se nem as mobilizadas conseguem..
Não desisti de mudar o mundo, mas estou mais pé no chão com relação a isso. Sabe aquela frase "Pense globalmente, haja localmente"? Acho que nunca gostei muito dela, mas agora tem um significado tão mais palpável.

Sessão com a pseudopsicológa
"João, o que você tem é angústia existencial" "..É.." - eu já sabia. e acho que essa expressão não é o bastante, mas tudo bem.

Puxei meus olhos mais para o perto, o próximo, que na verdade estava bem longe - embora não geograficamente. Minha luta é pela cidade, o espaço de interação direta da vida com o mundo. É a instância quase mais básica. Sinto-me voltando às raízes que nunca muito tive e quero ter. Eu moro aqui, quero o meu território transformado e sei que outras pessoas também o querem, então pretendo me juntar a elas. Transformar a realidade.

Por isso me agarrei ao SOS Cocó e não pretendo largar. Aos poucos criar um movimento grande, capaz de mobilizar as pessoas para o seu bem-estar na cidade, o local onde vivemos.

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