quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Minilacres | Olhar | Tvs e rádios

Mudanças. E a vida para mim tem que ser cheia delas. Mas as minhas mudanças, claro. As externas são meio chatas, né? ^^'
E o Teatro 9 mudou de visual! E vai mudar um pouco mais até domingo. Espero que gostem.

Minilacres
Ultimamente, Fortaleza tem visto essa planta de aparência inocente em todos os cantos. É a queridinha do momento tanto pelas residências, como pelo comércio, como pelos governos, que disseminaram as pequenas nos caminhos do meio das avenidas e nas praças.
Comprei essa muda por 1 real, aqui perto, no Bosque, que - vi no Diário do
Nordeste - é referência em minilacres. Grande merda, hein?
Sim, comprei a muda por conta dessa onda de verde-com-flores-vermelhas, mas meio que me arrependo. Essa planta tá disseminada! E com certeza não é daqui, então para ter alguma praga pode ser muito fácil.
Mas é bonitinha e já foi comprada... Será plantada. Apenas ela.

Olhar
Ah, o olhar, o olhar.
Meus olhos têm uma coisa que não sei bem definir. Os olhos das pessoas são como ímãs para eles. O brilho nos olhos alheios me atraem de tal forma que fica estranho - e é estranho - encará-los. Mas quando não têm brilho é mais estranho ainda. Parecem sem vida, não consigo conectar e largo logo. Mas quando encaro, parece uma ligação química intensa, que faço grande esforço para cortar. Isso é mais com desconhecidos ou novos conhecidos. Sei que todo mundo tem disso, mas acho difícil fazer esse corte, porque quero olhar, sim. Encaro não para disputar poder ou qualquer merda, mas porque o olhar me fascina. Além de ser a maior conexão "visível" (eu sou um piadista mesmo) com as pessoas, gosto de ver o olhar mesmo quando não olha para mim. Acompanhar os olhares das pessoas é interessante. Tanto para ver o que elas olham, como para ver a maneira que olham, porque é possível, claro, ver uma reação das pessoas. E uma não-reação é uma reação.
Isso de olhar me fascina mesmo e por isso gosto de Antropologia, por lidar com olhar, lidar com o que o direciona em maneira, busca de objeto e forma de relacionamento. Mostra um pouco do mundo, não?

TV e rádios
Dia 5 de outubro, sexta-feira, é dia de renovação (ou não - é bom lembrarmos sempre essa possibilidade real) de muitas das concessões públicas das TVs e das rádios no Brasil, inclusive da maior delas: a rede Globo. Nesse dia, também, haverá manifestações por todo o País: algumas mais "conservadoras" e outras mais críticas, contestando mesmo essa autoridade aparentemente sagrada e eterna da cobertura de um canal, principalmente, já que a imagem televisa exerce essa fascinação que ouso chamar alienante, pois incute valores através da representação da realidade. A realidade transmitida torna-se superior, por esse poder de influenciação da similaridade do cotidiano reproduzido, entre as opções de realidade e as conseqüências são... incomensuráveis, mas reais. Desculpem se pareceu devaneio, mas é porque a tv passa informações como verdades. Ainda bem que há certa contestação.
Então. E a semana do dia 15 ao dia 21 é da Democratização da Informação. Muito bom esse mês de outubro. :) E a
não-concessão às rádios e tvs comunitárias, que foram condenadas por este Ministério das Comunicações à ilegalidade? Vamos questionar isso também.
Aqui em Fortaleza:
sexta-feira, dia 5/out, a partir das 16h30 na Praça da Imprensa, na confluência das avenidas Antônio Sales e Desembargador Moreira.

2 comentários:

João Miguel disse...

O final da publicação saiu problemático por responsabilidade do blogger mesmo. Ele tem feito muito disso comigo ultimamente.

O protesto foi bastante interessante, e a muda de minilacre foi plantada.

::..belle..:: disse...

Domingo tá acabando e até agora nada de novo. =P
hehehehehe
[eu sou a comentadora mais pentelha, confessa, vai?! =} ]

Minilacres... taí que eu nunca saberia que este é o nome dessa plantinha-vírus que a cidade inteira tem agora.
Será que tê-la na sua porta, varanda, janela, ou coisa do tipo, significa algum status? Desde que ela se alastrou por aí, eu andei pensando isso. Eu não sei se elas são tão 'criminosas-assassinas-pilantrosas' assim, é que não costumo desconfiar de cara assim das coisas, mas achei pertinente a observação.
Depois de plantada, ela é tão bonitinha que dá vontade de ver mais uma dezena de mudinhas ali... do lado da solitária, no canteiro de uma praça esquecida.
mas enfim.

A primeira vez que li esse post, especificamente essa parte do olhar, me deu medo.
Eu gosto de pessoas que reparam nos detalhes, eu tinha isso, mas ando perdendo essa característica que considero um 'dom'. Ao mesmo tempo que gosto, me assusta saber que alguém pode reparar em um detalhe meu que não gosto ou não percebo que tenho, mas ainda assim não gosto. (entende?)
No caso do olhar, fiquei com medo do que pudesse ter identificado no meu olho ou, pior, de que simplesmente não houvesse brilho algum, como suponho ser em alguns dias.
A vida é mesmo uma droga, vezenquando, é tão incomum reparar no brilho do olho de alguém, normalmente só o faço quando não há como não perceber os raios de felicidade ou não que há neles. Muito disso eu atribuo ao silêncio que me impus e imponho em algumas situações. Aprendi a calar até mesmo sobre as coisas bonitas de dizer/ouvir.
Mas dá pra mudar, não é mesmo?

Viva a liberdade de expressão aos povos oprimidos! ;D
Fazendo um misto da comemoração de sexta-feira. Porque têm vezes que eu simplesmente não entendo o que a mídia, de modo geral, quer dizer quando reivindica por "liberdade de expressão". Mais liberdade?
É, porque tanta coisa além da informação objetiva e clara já é mostrada, o que mais falta?
Aos povos oprimidos sim, o adjetivo mesmo já diz, estes é que são silenciados dia após dia.
Às vezes, eu queria que seus gritos deixassem de ser abafados e ganhassem o mundo. Às vezes, confesso, prefiro que permaneçam assim, me assusta saber que as pessoas podem simplesmente não fazer nada. ou fingir que nada acontece, tamanha é a banalização da importância da vida do outro.

;*