Nestes últimos tempos e principalmente depois de ter escrito um pouco sobre isso no outro post, fiquei pensando nesse poder da palavra que diz se algo é arte ou não. Não é algo simples, hoje, quando o acesso a alguns meios é mais fácil, enquanto se torna mais difícil para outros meios. O acesso à história da arte está mais democratizado, mas são poucos aqueles ditos artistas que se dedicam a esse estudo. Depois de fortes críticas às instituições como "lugares da arte", são elas que são capazes de afirmar se alguém é artista ou se um trabalho é ou não arte, embora as pessoas sempre deem seus contornos para contestar. E mais, há várias instituições e revistas e concursos. O visual e a imagem estão tão presentes na vida social, espalhadas em propagandas, filmes, vestimenta e produtos, que "arte " se expande e se retrai, porque as fronteiras parecem fluidas demais.
São muitas as vozes que querem falar hoje; dentre elas, são numerosas as que são ouvidas, e há disputa entre elas. As assimetrias existem e há principalmente dissenso; muito pode ser dito, positiva ou negativamente. É real o poder da palavra.
Artigos do colóquio Narrativas Interativas
Há 10 anos
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